Preocupada com passivos trabalhistas e sem contratar novos funcionários, a empresa exige que ETA’s e ETE’s fiquem sem a presença de operadores nos horários de alimentação
Para implementar escalas 2×2 e 3×3, a Copasa assume o risco de praticar uma exigência que só pode parecer ao sindicato como absurda. Com sua decisão de não mais pagar pela “Pausa Remunerada”, a empresa passa a exigir que os trabalhadores não fiquem presentes nos locais de trabalho, para “escapar” de custos necessários por não contratar mais pessoal em atividades essenciais que não podem parar a operação.
O Sindicato, que em todos os movimentos de paralisação da categoria sempre cumpriu contingente mínimo nas atividades essenciais para não prejudicar o abastecimento à população, está alertando a empresa do grave risco de estações de tratamento de água ou de esgotos (ETA’s e ETE’s), que ficarão sem cobertura de operação nos momentos de almoço e períodos que os trabalhadores forem impedidos de presença nos locais.
No último dia 6 de fevereiro, o Sindicato encaminhou ofício à direção da Copasa e Copanor, cobrando “qual será o procedimento em relação à operação do sistema durante o período de almoço dos trabalhadores”, alertando para que “nenhum trabalhador possa ser responsabilizado por eventuais falhas ou ocorrência durante sua ausência” nos locais de trabalho.
Ainda no casos das ETA’s e ETE’s, devemos lembrar que normalmente se encontram em locais isolados, de acesso sem cobertura de segurança patrimonial, dificultando que os trabalhadores se ausentem para se alimentarem fora do ambiente em que trabalham. Ao mesmo tempo, por terem mão de obra reduzida, sem operários em revezamento, os locais ficam fragilizados sem proteção contra tentativas de invasões, roubos de equipamentos e outras ameaças.
No ofício, o SINDÁGUA cobra o posicionamento claro da empresa, em relação às mudanças, que podem colocar em risco a operação dos sistemas ou prejudicar os trabalhadores, criando um novo passivo trabalhista.

