Sindágua MG

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais

GOLPES NOS DIREITOS DO TRABALHO EXIGEM FORTALECIMENTO DA AÇÃO SINDICAL

grupo sindicato

Reflexo do avanço da precarização do trabalho ocorrido nos últimos anos, com terceirizações e subcontratações desenfreadas, sobretudo após a malfadada reforma trabalhista de 2017, o número de trabalhadores sindicalizados vem caindo no Brasil, de acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada em junho. Em 2023, dos 100,7 milhões de trabalhadores no país, somente 8,4 milhões eram sindicalizados, o que representava apenas 8,4% da força de trabalho em atividade.
Essa tendência de queda ocorre em todo o mundo e, segundo especialistas, deve-se principalmente às mudanças no padrão de acumulação do capital e à ascensão do neoliberalismo, com alterações profundas nas relações de trabalho e ataques constantes aos sindicatos, como ocorre no Brasil, onde o levantamento do IBGE começou a ser feito em 2012, quando a população ocupada era formada por 89,7 milhões de trabalhadores, com 14,4 milhões de sindicalizados.
Os números do IBGE demandam uma análise conjuntural das mudanças impostas na legislação trabalhistas e da radicalização político-ideológica vivida pelo País nos últimos anos, que fizeram coincidir a queda da sindicalização com a retirada de direitos dos trabalhadores. Um dos fatores que aceleraram essa queda foi a implementação da reforma trabalhista em 2017, que tornou facultativa a contribuição sindical e intensificou as alterações no mercado de trabalho, com o aumento da informalidade, de contratos flexíveis e terceirização desenfreada.
Outro fator é que as elites dominantes estão incomodadas, há mais de três décadas, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, que assegurou direitos sociais e liberdades de organização dos trabalhadores, tirando as travas para os movimentos reivindicatórios e garantidores dos direitos trabalhistas e sociais.
Desde então, a “Constituição Cidadã” vem sendo “rasgada”, assim como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pela ação coordenada da elite econômica e dos meios de comunicação compromissados com políticas de exclusão, que investem na destruição dos sindicatos, que têm na participação e contribuições dos trabalhadores os recursos para investimentos nas lutas pelas liberdades democráticas e direitos do trabalho.
Esse ataque aos sindicatos se intensificou com o golpe do impeachment presidencial de 2016, que permitiu a ascensão de Temer ao poder e, depois, a eleição de Bolsonaro, que implementaram o desmanche dos direitos e de sustentabilidade das entidades representativas dos trabalhadores, com as reformas trabalhista e da Previdência, resultando em demissões irregulares, corte de direitos e terceirização criminosa, dentre outras agressões à classe trabalhadora e à população em geral.


SINDÁGUA CONTRARIA PESQUISA


Em situação bem mais favorável, que difere dos resultados da pesquisa do IBGE sobre os impactos da sindicalização em todo o país, os trabalhadores na Copasa e na Copanor vêm demonstrando, ao longo dos anos, o forte princípio de unidade e mobilização nas lutas conduzidas pelo SINDÁGUA, com o Sindicato recebendo forte apoio e participação efetiva da categoria. Isso possibilitou o crescimento e modernização da entidade, como também a evolução nos direitos conquistados pela categoria. Hoje, os trabalhadores reconhecem a importância da sindicalização para a atuação imediata do SINDÁGUA na defesa de direitos ameaçados e dos próprios empregos.

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