Sindágua MG

A Copasa da “FATURA”

cracha copasa

A cartinha da “Presidenta” para acompanhar o “Cara Crachá” dos trabalhadores, ao contrário do que tenta passar, causa mal-estar com informações do tipo: “Estamos iniciando uma etapa importante, o processo de estudos, a preparação e a modelagem para a transição da Copasa de empresa estatal a empresa privada”, tragédia que toda a categoria enxerga para o saneamento seletivo que ameaçará todo o Estado, sobretudo os mais pobres, que não se enquadram na capacidade de pagar pela ganância do lucro do capital privado.
Trabalhadores na Copasa há 30 anos, 40 anos e até mais, que CONSTRUÍRAM uma empresa respeitada e reconhecida internacionalmente pela excelência de qualidade, só podem nutrir o pavor diante de gente que chega de última hora falando em “futuro” de uma empresa de serviço público essencial nas mãos gananciosas de banqueiros, que conduzem a privataria patrocinada pelo execrável desgoverno de Minas Gerais.
O crachá, dito como mais que um documento, estampando uma nova logomarca inspirada na logo da Aegea, principal articuladora do golpe, chega como uma senha pesada que certamente será tomada em breve de trabalhadores ameaçados pelo desemprego, no enxugamento operacional para engordar os cofres de quem toma do Estado a responsabilidade do serviço público, para vendê-lo somente a quem tiver capacidade financeira de acompanhar o aumento de tarifas nas contas de distribuição de água, coleta e tratamento de esgotos.
“O desafio técnico e estratégico” é vender o patrimônio do Estado, que vira as costas à população, abandonando a responsabilidade com o saneamento e se valendo do entreguismo como atestado de compromisso com o capital privado, patrocinador de trampolim político para saltos mais altos nas próximas eleições.
O movimento dos privatistas gera muito mais que insegurança diante da natureza das ameaças que assombram a Copasa, que tem a imagem manchada na sua gestão por indicação do desgovernador Zema, mesmo diante de acordo de leniência e para delação premiada como forma de minimizar um tempo de cadeia pela confissão de operação de propinas e corrupção de políticos para aplicar a privataria em vários estados.
O Marco da Universalização do Saneamento vem sendo manipulado para tomar do Estado atribuições que serão transformadas em máquinas de fazer dinheiro e solapar a economia popular. Não se pode chamar de “Copasa que evolui” tomando-a do Estado, tirando-a de “Portal de Transparência”, para a condução de donos privados que a administrarão sem a exigência de concurso público, sem plano de cargos e salários, usando a empresa como cabide para apaniguados de interesses políticos, infiltrando-se em todo o Estado como instrumento de fazer política e controlar tudo e todos.
Esta “empresa do futuro” não passa de ameaça e o crachá nada será além de apenas mais um gasto fabuloso para tentar acalmar todos nós, que execramos a privataria como mais um crime contra o povo.