Sindágua MG

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais

ASSEMBLEIA DA PRIVATIZAÇÃO SOB SUSPEITA: O SINDICATO EXIGE ANULAÇÃO JÁ!

A direção da Copasa publicou, no dia 29 de janeiro, um edital convocando uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para o dia 23 de fevereiro de 2026. O objetivo é escancarado: alterar o estatuto da empresa, criar a chamada “Golden Share” e pavimentar o caminho definitivo para a entrega do nosso patrimônio ao setor privado.
No entanto, há um fato gravíssimo que fere a legalidade e a moralidade de todo este processo: o edital é assinado por Hamilton Amadeo, Presidente do Conselho de Administração que, divulgado o escândalo de seu envolvimento em corrupção, pediu demissão em meio a um escândalo de corrupção sem precedentes.

UMA CONVOCAÇÃO MANCHADA PELO CRIME
Não podemos aceitar que o futuro da Copasa e do saneamento de Minas Gerais seja decidido por um processo capitaneado por quem confessou, em acordo de leniência junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ser o operador de um esquema de propinas.
AS DENÚNCIAS SÃO ESTARRECEDORAS: Amadeo admitiu atuar no suborno de deputados e autoridades para viabilizar a privatização de empresas públicas. Como pode um réu confesso, que admitiu comprar apoio para privatizar estatais, assinar o documento que dá início à venda da nossa Copasa? O pedido de demissão após a denúncia confirma que não há condições éticas para que qualquer ato assinado por ele tenha validade.

O Sindicato entende que esta Assembleia é nula de pleno direito. Um processo de desestatização que nasce sob a sombra da propina e da confissão de crimes contra o patrimônio público não possui qualquer segurança jurídica ou moral.
Não se trata apenas de uma discussão administrativa; trata-se de um ataque à democracia e ao povo mineiro. Se o mentor do processo admite que usou dinheiro ilícito para “azeitar” a privatização, todo e qualquer ato subsequente está contaminado.

MOBILIZAÇÃO TOTAL – O Sindicato já está acionando o corpo jurídico para protocolar as medidas cabíveis visando suspender e anular a assembleia do dia 23 de fevereiro. Nossa posição é clara: Anulação total do edital de convocação assinado por Hamilton Amadeo; Investigação rigorosa de todos os contratos e passos dados pela atual gestão em direção à privatização; Suspensão do processo de venda da Copasa até que todos os fatos sejam esclarecidos pela justiça.

A COPASA É DO POVO, NÃO É MOEDA DE TROCA PARA CRIMINOSOS!
No dia 23, nossa resposta será a resistência!