Sindágua MG

O DESMONTE PLANEJADO DA COPASA PARA JUSTIFICAR A PRIVATIZAÇÃO

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O SINDÁGUA não se cansa de denunciar o sucateamento deliberado da Copasa e da Copanor pelo governo de Romeu Zema para pavimentar a tragédia da privatização da empresa.
Além das irregularidades na tramitação do projeto na Assembleia Legislativa e denúncias de corrupção do presidente do Conselho de Administração da empresa, com propinas para comprar políticos que facilitavam a privatização de serviços de saneamento em vários estados, beneficiando a Aegea, a gestão imposta na Copasa pelo governo Zema vem sucateando a estrutura operacional da empresa, com terceirização escandalosa e transformação de cargos chaves em cabides de emprego para apaniguados do governador, políticos ligados aos partidos afinados com a privatização e, principalmente, de executivos das próprias empresas concorrentes, interessadas em comprar a estatal de saneamento.
Com a terceirização desenfreada e escandalosa através de empresas sem capacidade técnica operacional, explodem vazamentos de água em um número nunca antes visto em Belo Horizonte.
Trabalhadores próprios, que detém conhecimento técnico histórico das redes de Belo Horizonte e o compromisso com o interesse público, vêm sendo substituídos por uma terceirização agressiva, com trabalhadores submetidos a baixos salários, falta de treinamento e equipamentos adequados, além de alta rotatividade de profissionais.

O reflexo dessa política é sentido diariamente pelos moradores da capital mineira. Belo Horizonte é um exemplo escancarado de atrasos em ligações e religações. Onde antes havia agilidade, hoje impera a espera, com a precarização do trabalho e o absurdo atraso no atendimento básico.
Os serviços para conter vazamentos, com a manutenção corretiva, vêm sendo severamente comprometidos. A população vai à loucura com vazamentos que levam dias para serem sanados, provocando desperdício volumoso de água, gerando retrabalho de repavimentação urbana e elevando os custos.
O descompromisso avançou para tamanha negligência, que só podemos inferir que o governo do Estado utiliza uma tática clássica de sabotagem administrativa. Ao reduzir o investimento em pessoal e precarizar o serviço, Zema busca atingir dois objetivos: gerar insatisfação popular, para que o povo, cansado de esperar pela manutenção ou pelo fim de um vazamento na porta de casa, passe a ver a empresa com maus olhos; e fabricar o desgaste da imagem da Copasa, arranhada por uma deficiência operacional artificialmente criada, com o governo ganhando fôlego para apresentar a privatização como a “única saída”.
O Sindicato não se cansa de apresentar as demonstrações financeiras da própria Copasa, que indicam a empresa como lucrativa e eficiente quando tem autonomia e valorização de seus trabalhadores, provando que o processo de privatização do saneamento nada mais é do que entregar o direito à água nas mãos do lucro, aumentando tarifas e excluindo os mais pobres em todo o Estado.

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