O SINDÁGUA-MG protocolou, no último dia 23 de junho, ofício direcionado à presidenta da COPASA, Marília Carvalho de Melo, onde cobra, em caráter de urgência, respostas claras e objetivas sobre o processo de incorporação da COPANOR pela COPASA-MG e o futuro dos trabalhadores.
PRAZOS ESGOTADOS E FALTA DE TRANSPARÊNCIA
A nossa mobilização em torno do tema vem de meses. Em resposta ao nosso ofício de 27 de março de 2026, a direção da COPASA nos informou, em 23 de abril, sobre a criação de um Grupo de Trabalho (GT) dedicado a avaliar a viabilidade e os impactos da incorporação.
Na ocasião, foi estabelecido um prazo para a conclusão dos estudos e apresentação do relatório final. Considerando o período estipulado e as possíveis prorrogações, esse prazo já se esgotou completamente, e até o momento a categoria segue sem respostas oficiais.
ANSIEDADE ENTRE TRABALHADORES E COMUNIDADES
A demora e o silêncio da empresa geram um clima de profunda inquietude, ansiedade e expectativa. Essa indefinição afeta diretamente os trabalhadores da subsidiária, que aguardam uma posição segura sobre suas carreiras, direitos e estabilidade profissional e também as populações assistidas, que dependem do pleno funcionamento e da qualidade dos serviços essenciais de saneamento e distribuição de água.
A necessidade de uma resposta objetiva torna-se ainda mais urgente e grave diante do cenário atual de ameaça e processo em andamento de eventual privatização da COPASA. Os trabalhadores cobram insistentemente respostas ao sindicato dos compromissos assumidos pela Copasa, de forma a tranquilizarem e planejarem suas vidas profissionais e poderem prestar às comunidades em seus municípios assistidos pela Copanor.