O SINDÁGUA e a Copasa participaram nesta quinta, 28 de agosto, de uma reunião de pré-negociação da “Pauta de Reivindicações” da categoria, para iniciarmos as discussões para o Acordo Coletivo de Trabalho 2025.
A empresa já havia nos informado o nome do chefe de gabinete, Eduardo Gomes, que deverá conduzir as discussões pela representação patronal, sendo que o SINDÁGUA definiu na diretoria plena os nomes que representarão os trabalhadores na “Comissão de Negociações”, sob a coordenação do diretor financeiro, Milton Costa.
Nesta reunião de pré-negociação, a empresa recusou apresentar neste momento um documento de “garantia de data-base”, alegando acreditar numa discussão rápida, mas, podendo estender a validade do acordo coletivo pelo tempo de negociação que eventualmente exceda o dia 1º de novembro.
Na reunião já foram abordados todos os pontos da “Pauta e Reivindicação”, com o Sindicato reforçando a necessidade da recuperação salarial e dos benefícios pela inflação, acrescida de ganho real, recuperação do piso salarial da categoria, que vem sendo pressionado pelos ganhos reais do salário mínimo, revisão da tabela salarial e definição de aporte para promoções e crescimento profissional, ampliação do valor da Cesta de Natal e manutenção das conquistas anteriores.
Destacamos, principalmente, a necessidade de estancar as demissões resultantes de avaliação de desempenho feitas exclusivamente por chefias (90º). O representante da empresa confirmou que pretende-se implantar novo modelo de avaliação de 180º no próximo ano, de forma que não seja realizada exclusivamente pela chefia, além de criar imediatamente uma “Comissão Paritária” para analisar estas avaliações hoje existentes no modelo de 90º e impedir demissões injustas cobradas pelos Sindicato.
A empresa acenou que buscará nas negociações o fim de escalas de revezamento, com a proposta de implantação de turnos fixos, sendo alertada que o Sindicato fará esta discussão de forma rigorosa com os trabalhadores, resguardando a proteção legal.
As discussões efetivas dos acordos coletivos tanto da Copasa quanto da Copanor devem ser acontecer de forma conjunta e a empresa afirmou que apresentará uma proposta de negociações em até 15 dias.