A luta contra a privatização nunca será abandonada e, caso o entreguismo se consume, nosso vigor será para reverter a dilapidação do patrimônio público e da responsabilidade do Estado com serviços públicos essenciais
O SINDÁGUA e todos os trabalhadores que representamos vêm enfrentando há quase 8 anos o desgoverno de Romeu Zema e de seu garupeiro, Mateus Simões, que tenta se manter no poder para concluir o estrago feito em Minas Gerais. O próprio Zema se vangloria em vídeo na internet, afirmando que conseguiu privatizar tudo em Minas, só escapando (por enquanto) a Cemig.
A luta contra a privatização da Copasa nos impôs enorme sacrifício, em mobilizações intensas e audiências públicas em todo o Estado (onde o governo não conseguiu sabotar), para denunciar a tragédia de entregar o saneamento público para mãos privadas — ávidas de lucro com tarifas em centros urbanos de maior desenvolvimento e com o abandono das regiões pobres, onde a população ficará à própria sorte para lutar contra doenças sanitárias.
O SINDÁGUA continua investindo pesado recurso financeiro, o que hoje compromete sua sustentabilidade, mas mantemos processos em várias instâncias contra a privatização irregular e criminosa, com ações no Tribunal de Justiça, no TCE-MG, no STF e alertando para erros no próprio Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Chegado o período de campanha eleitoral, muitos que ficaram escondidos e omissos tentam se colocar como protagonistas desta luta, apesar de não terem denunciado os deputados traidores do direito constitucional do povo mineiro ao referendo.
Cumpriremos à risca o dever de denunciar todos estes nomes na campanha eleitoral que se avizinha, para que a população faça uma limpeza na ALMG e no Governo de Minas Gerais, para que o Estado mínimo seja impedido e para garantir todos os direitos sociais a que é obrigado constitucionalmente.