A direção do SINDÁGUA esteve reunida na última sexta-feira, dia 17, com a diretoria da Copasa, em uma mesa de negociação de suma importância que contou com a presença e mediação do Superintendente Regional do Trabalho, Carlos Calazans. No encontro, foram pautados temas centrais para o cotidiano da categoria, como a situação do plano de saúde, o acompanhamento da Fundação Libertas e, com destaque absoluto, a defesa intransigente dos benefícios e a condução do processo de transferência dos trabalhadores.
O presidente do SINDÁGUA, Milton Costa, posicionou-se com firmeza e criticou veementemente a forma arbitrária como as transferências estão sendo conduzidas pela empresa, denunciando as longas distâncias para as quais os empregados vêm sendo designados e a insuficiência dos valores pagos a título de indenização e de compensação de distância. Mais do que prejuízos financeiros, a entidade sindical fez questão de denunciar novamente o sério impacto psicológico causado por esse processo abrupto, em que a pressão do momento e a necessidade de abandono repentino do convívio familiar vêm adoecendo a categoria.
A Copasa acenou com a possibilidade de rever parte das transferências já ocorridas e realizar uma calibração para tentar minimizar as distâncias dos deslocamentos. A gestão sustentou que “a movimentação de pessoal é indispensável para manter a primarização dos serviços e garantir que a atividade-fim de tratamento de água e esgoto seja executada por mão de obra própria”.
A reunião desdobrou-se ainda em outros dois compromissos fundamentais: quanto ao período de transição, o presidente do SINDÁGUA reafirmou na mesa que o entendimento da entidade é que o período de 18 meses de estabilidade só passará a contar a partir da validação pelo Cade, solicitando um posicionamento igual por parte da empresa. A presidente da Copasa acenou que tem abertura para isso e pediu um posicionamento da entidade através de ofício.
Em relação à incorporação dos empregados da Copanor, ficou alinhado que o Sindicato se reunirá com o grupo de trabalho da presidência para a apresentação dos resultados finais do processo. Esse momento terá caráter estritamente informativo, uma vez que o martelo sobre a efetivação da incorporação só será batido após eventual tomada de posse da Equatorial na direção da empresa. O SINDÁGUA segue atento e mobilizado na defesa de cada trabalhador.