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SINDÁGUA MG

TRAGÉDIA ANUNCIADA

marcio nunes acoado

Márcio Nunes, terror que passou pela Copasa chega à Cemig

Faltando quatro meses para o fim do seu mandato, o “por enquanto” governador Mateus Simões conduziu para a presidência da Cemig Márcio Nunes, que fez história na Copasa com uma gestão aterrorizante.
Ganhou fama pelo passivo trabalhista extraordinário que obrigou a empresa a provisionar R$ 250 milhões para pagar indenizações ocasionadas pela trágica CP-14, um plano de demissões que mirou o desligamento sumário de trabalhadores com mais de 55 ou 58 anos de idade e que já estivessem aposentados pelo INSS. O jurídico do SINDÁGUA ganhou a ação contra essa medida em todas as instâncias, constituindo uma grande vitória dos trabalhadores.
Outras vitórias históricas resultaram da luta intensa e de greves contra o autoritarismo e a gestão ditatorial de Márcio Nunes, destacando-se a PL linear e a gratificação de férias — cujo pagamento evoluiu ao migrar o cálculo do salário nominal para a remuneração —, beneficiando as faixas salariais menores. Em um erro de cálculo de Márcio Nunes, que apostava em inflação baixa para o ano seguinte, conquistamos um reajuste pelo dobro do INPC, que, diante da inflação em alta, gerou um expressivo ganho real.
Tudo o que conquistamos foi resultado de um enfrentamento vigoroso da categoria contra o mandatário autoritário imposto à empresa, com greve histórica e denúncias contundentes e fundamentadas, acuando Márcio Nunes em suas irregularidades.
A tragédia, em síntese, seguiu a mão de ferro do gestor. Desmanchou o jurídico da empresa, forçando uma terceirização milionária que acabou revertida por ação do Ministério Público, coibindo um contrato de cerca de R$ 3 milhões por meio de licitação irregular. Atacou duramente o Copass Saúde, impondo contrato de altíssimo custo com um grande hospital de Belo Horizonte — que exigiu a destituição da gerência pela demora no atendimento —, reduzindo o fundo de reserva do plano a níveis críticos e levando-o a um grave colapso após intervenções administrativas unilaterais. Fez articulações que culminaram em um reajuste unilateral de 37% nas mensalidades dos participantes da então Previminas.
Perseguiu a representação sindical com o bloqueio dos crachás de dirigentes para impedir a livre circulação nas dependências da empresa, restringiu o direito de reunião e forçou o corte de salários de diretores liberados. Com atitudes mesquinhas e persecutórias, chegou ao ponto de tentar proibir trabalhadores de esquentarem marmitas sob o pretexto de economizar energia, restringiu vagas de estacionamento no pátio e cortou os recursos da tradicional Festa da Mangueira.
A saída de Márcio Nunes foi aguardada durante todo o período de sua permanência na estatal, diante do acúmulo de arbitrariedades, exigindo grande resistência da categoria até a sua desvinculação definitiva.
Aos trabalhadores da Cemig, desejamos firmeza e mobilização intensa na resistência contra essas práticas, impedindo que novos retrocessos aprofundem a precarização da empresa sob Zema/Simões.
Você acabou de ouvir mais uma notícia do nosso sindicato. Departamento de Comunicação do Sindágua-MG.