Candidato mostrou em entrevista todo seu despreparo e ameaça patrimônios nacionais
A corrida presidencial demonstra aos brasileiros o nível rasteiro do ex-governador de Minas, Romeu Zema, sufocado por perguntas irrespondíveis que o deixaram com fala gaguejante e até esquecendo de usar a velha tática de simular seu estilo caipira na esperança de parecer um homem simples.
Na entrevista à Rede Globo neste dia 24 — iniciativa que passará por todos os candidatos à presidência —, Zema ficou abafado logo na primeira indagação sobre como combateria o déficit público brasileiro, já que em Minas conseguiu mais do que dobrar a dívida do Estado, passando de cerca de R$ 100 bilhões para mais de R$ 200 bilhões.
Pela própria boca, Zema mostrou sua verdadeira face e condição de governante de terra arrasada, afirmando que, no Palácio do Planalto, pretende privatizar tudo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras, não deixando escapar nada na bacia das almas, para vender a preço de banana — as quais costuma comer com casca e tudo. Sua sina é governar para atender a interesses privados; entende como normalíssimo vender as reservas de lítio e entregar o serviço público de saneamento básico para a exploração de empresa de energia elétrica, em busca de lucro via tarifas.
Sobre segurança pública, apresenta como solução a construção de megapresídios. Ao abordar o feminicídio, prometeu uma “série de programas contra as mulheres”, defendeu o fim da vacinação obrigatória e afirmou que acabará com os reajustes de ganho real sobre o salário mínimo, justificando que o aumento de 300% no seu próprio salário buscava corrigir a defasagem causada por um governador anterior, que havia cortado substancialmente os vencimentos dos governantes.
Zema não mente sobre suas intenções. Toda a tragédia que promoveu em seu desgoverno já era anunciada em sua campanha como candidato ao governo de Minas. Uma vez eleito, apenas cumpriu o desmanche do Estado e dos direitos da população, golpeando a Constituição mineira para calar o povo, alijado do referendo.
O que promete para o Brasil é exatamente o que prometeu e cumpriu em Minas: aplicar os golpes para deixar terras arrasadas e o “Estado mínimo”.