Pular para o conteúdo principal

SINDÁGUA MG

PRIVATIZAÇÃO E DESCOMPROMISSO SOCIAL DEIXAM O POVO SEM ÁGUA

População sofre com preços abusivos de caminhões-pipa e atuação de golpistas

No dia 17 de janeiro de 1985, rompeu uma adutora gigantesca do Rio das Velhas. Belo Horizonte teve o abastecimento afetado durante quatro dias. No dia 20, ao meio-dia, o abastecimento voltou ao normal, com a adutora recuperada.
Agora, em 19 de agosto, uma nova adutora rompe no bairro Nova Granada, o caos de inúmeros bairros sem água ainda está instalado e a população, desesperada, compra água de caminhões-pipa a cerca de R$ 1.300 para cozinhar, tomar banho e matar a sede.
No primeiro caso, tivemos o problema tratado por empresa estatal, compromissada com serviços públicos essenciais. No segundo, a tragédia é tratada com o despreparo e a falta de responsabilidade de uma empresa privatizada.
Durante o governo Hélio Garcia, nos anos 1980, uma adutora de quase dois metros de diâmetro rompeu no Rio das Velhas em uma quinta-feira, e uma força-tarefa da Copasa conseguiu recuperá-la com trabalho intenso dia e noite. Foram quatro noites de trabalho árduo, inclusive com a presença do governador acompanhando de perto as obras sobre a adutora gigantesca danificada.


A gestão da Copasa vem prometendo, desde 19 de agosto, uma normalização para “os próximos dias”, apelando à população pelo “uso consciente”.
Além da falta d’água, a população vem sendo vitimada pelo preço abusivo de caminhões-pipa e por golpistas que exigem Pix adiantado, deixando moradores do Buritis e adjacências com grave prejuízo.
A forma de tratar esta emergência mostra a diferença entre uma empresa estatal de serviço essencial e outra privatizada, entregue para encher os cofres de grupos que veem no saneamento apenas uma forma de enriquecimento.