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SINDÁGUA MG

SINDÁGUA COBRA RESPOSTA DA COPASA SOBRE RUMORES DE TERCEIRIZAÇÃO NAS ETEs

O SINDÁGUA cobrou da direção da Copasa resposta objetiva sobre informações extraoficiais que circulam na empresa a respeito de suposta terceirização de atividades nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs).
Segundo tais informações, haveria planos da direção da empresa para terceirizar a operação das ETEs, com o remanejamento forçado dos operadores e técnicos próprios para as Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Diante da gravidade desse cenário, o Sindicato protocolou ofício na empresa, cobrando posicionamento formal da COPASA e solicitando reunião de urgência para discutir o assunto. Contudo, até o momento, a direção da empresa mantém um silêncio que aumenta a ansiedade e angústia dos trabalhadores sobre eventuais mudanças que afetariam suas condições de trabalho e de sustentabilidade financeira.
A categoria tem motivos de sobra para se preocupar. A perspectiva de transferências compulsórias desestrutura famílias e destrói o planejamento de vida de quem construiu carreira na empresa. Mas o ataque vai além da mudança de local de trabalho: trata-se de uma ameaça direta aos direitos e ao salário no final do mês. Quem atua nas ETEs cumpre sua jornada em contato permanente com esgoto bruto e agentes biológicos agressivos, recebendo o devido adicional de insalubridade. A transferência para uma ETA poderia abrir brecha para o corte desse adicional, provocando um tombo salarial desastroso no orçamento do trabalhador.
A remuneração composta pelo adicional de insalubridade como operador de ETE é uma compensação indispensável para custear cuidados contínuos com a saúde, lembrando que as doenças e sequelas causadas pela exposição prolongada a efluentes e contaminantes não desaparecem da noite para o dia — elas são silenciosas e muitas vezes se manifestam anos depois, cobrando um preço altíssimo do organismo mesmo após o trabalhador ter deixado a área de risco.
É extremamente necessário que a Copasa se preocupe com a integridade física e mental dos seus trabalhadores. O silêncio institucional da diretoria gera um estresse desumano, podendo configurar uma violência psicológica coletiva. Estamos reiterando a cobrança para que a presidência da empresa se pronuncie imediatamente, de forma oficial, sobre o trabalho nas ETEs e ETAs, que preocupa a todos.
O patrimônio da Copasa e o saneamento mineiro se sustentam na eficiência, capacidade e qualificação dos trabalhadores, e não assistiremos de braços cruzados tentativas de desmonte, precarização e terceirização às custas de sacrifício de salários e da saúde.