Pular para o conteúdo principal

SINDÁGUA MG

GESTÃO PELA DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS SACRIFICA A EFICIÊNCIA DA COPASA

A privatização completa um quadro deliberado de sucateamento da Copasa, que hoje explode em tragédias diante da flagrante incapacidade de gestão. Desde 2019, a empresa passou a ser violentamente atacada pela política do governo Zema/Simões, que optou por privilegiar a distribuição massiva de lucros aos acionistas em detrimento de investimentos indispensáveis para garantir a histórica qualidade dos serviços de saneamento prestados à população de Minas Gerais.
Os trágicos rompimentos de adutoras ocorridos em sequência refletem diretamente a falta de investimentos estruturais no sistema, além de graves erros gerenciais nos processos de manutenção. Em vez de valorizar seu quadro próprio, a administração promoveu o afastamento sistemático de profissionais qualificados e concursados, substituindo a excelência técnica pela terceirização precarizada. Todas essas falhas e riscos sempre foram denunciados pelo SINDÁGUA, mas o governo Zema/Simões preferiu transformar a companhia de saneamento em um balcão financeiro para remunerar o mercado.
Transformar água em mercadoria repete um modelo falido em escala global. No Rio de Janeiro e em São Paulo, o que se observa são tarifas exorbitantes, serviços degradados, caos operacional e intervenções judiciais. Em âmbito mundial, mais de 800 casos em 38 países — como Alemanha e França — comprovaram o fracasso das privatizações no setor, exigindo processos de reestatização.
Enquanto relatórios ao mercado comemoram a redução de despesas com pessoal, dentro da Copasa o clima é de adoecimento e apreensão. Sem manutenção adequada e com o tratamento de esgoto relegado a segundo plano pelos altos custos ambientais, o resultado para o cidadão será a explosão das tarifas, o desabastecimento sem precedentes e a queda na qualidade da água. Como alertam o SINDÁGUA, especialistas e a ONU, privatizar a água é o pior caminho para uma população.