FLÁVIO BOLSONARO QUER ACABAR COM OS SINDICATOS!

Em um ataque extremamente grave e sem precedentes para aniquilar as organizações sindicais, Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a atuação de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais no segundo turno da eleição presidencial. A ação, protocolada nesta quarta-feira (14 de outubro), pede que essas entidades sejam impedidas de usar seus canais e estruturas para fazer campanha para a reeleição de Lula ou contra Flávio até o fim da eleição.
Na ação, com mais de 100 páginas, o candidato tenta incriminar dirigentes de centrais sindicais, federações e sindicatos, lideranças de entidades estudantis e movimentos sociais, como a UNE, todos citados nominalmente, em evidente tentativa de intimidação.
Além de tentar calar as mobilizações que tomaram conta das ruas de várias cidades do país, neste segundo turno, em defesa da democracia e contra o retrocesso, a campanha de Flávio pede a cassação da chapa de Lula e Alckmin, sob a alegação de suposto abuso de poder político e de uso indevido dos meios de comunicação sindical a favor dessa candidatura.
A campanha bolsonarista quer também que o tribunal proíba as entidades da sociedade civil de usar suas sedes, funcionários, veículos, sites, perfis, jornais e canais de mensagens para manifestações sobre o candidato da extrema-direita. Quer impedir as entidades estudantis de usarem centros acadêmicos e espaços públicos de ensino para guardar ou distribuir materiais de campanha.
Essa escalada de ataques aos sindicatos ocorre justamente no momento em que os trabalhadores garantiram uma conquista histórica, com a aprovação do fim da escala 6×1 no Senado Federal. E é bom lembrar que o candidato que representa a classe patronal já afirmou que vai rever a medida com o “tesouraço” e cortes de direitos trabalhistas que pretende impor caso seja eleito.
Caberá ao TSE resolver a questão, onde as decisões dos ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça, que comandam a corte eleitoral, são na maioria das vezes favoráveis a Flávio Bolsonaro. Foi o que ocorreu, por exemplo, na censura ao jornal “Petróleo dos Brasileiros”, do Sindipetro Unificado (sindicato dos petroleiros de São Paulo), que teve a circulação de sua edição especial sobre as eleições de 2026 suspensa por Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio.
Outro caso grave, que reforça os questionamentos sobre a atuação de Nunes Marques na presidência do TSE de favorecimento ao candidato da direita, foi a tentativa de suspensão do canal dos eleitores “Exército de Lula” no WhatsApp, que só foi liberado definitivamente após seu registro pela campanha de Lula.