O presidente do SINDÁGUA, Eduardo Pereira, licenciou-se oficialmente da direção da entidade, no dia 4 de abril de 2026, e após passar por um período de férias na Copasa, encerrado no último dia 13 de maio, está também licenciado da empresa oficialmente, constituindo-se como pré-candidato a uma vaga de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O Sindicato passou a ser conduzido interinamente por Milton Luiz Costa, presidente em exercício, que mantém todo o planejamento de luta contra a privatização da empresa, além de participar cotidianamente de negociações com a empresa sobre demandas dos trabalhadores.
Milton lembra que “os desafios são muito grandes, diante de uma estrutura da Copasa que foi muito maltratada nos últimos anos, num sucateamento deliberado pelo governo Zema/Simões, para queimar a imagem da empresa diante da população, em sua empreitada para tentar viabilizar a privatização”.
O presidente em exercício do SINDÁGUA alerta que “as condições de trabalho foram muito prejudicadas, sacrificando ainda mais os trabalhadores para cumprirem sua organização e garantir a qualidade nos serviços à população, sendo necessárias intervenções constantes para reparar erros e injustiças contra os companheiros”.
SINDÁGUA SOLICITA À EMPRESA O FIM DAS TRANSFERÊNCIAS
O presidente em exercício do SINDÁGUA, Milton Costa, participou de uma reunião com a presidente da Copasa, Marília Melo, e outros integrantes da gestão da empresa. Na ocasião, ele solicitou a intervenção da presidência para impedir os graves problemas enfrentados pelos trabalhadores, que têm trazido prejuízos funcionais e familiares a esses companheiros.
Há muito tempo o Sindicato tenta corrigir transferências absurdas de trabalhadores da área operacional para novos postos de trabalho a mais de 300 km de distância — com casos que chegam a quase 800 km. Essa prática desestrutura, sem a mínima necessidade, a vida familiar desses profissionais, que se veem obrigados a investir em nova moradia, tirar os filhos da escola e abandonar sua vida social, o que tem gerado muito estresse e quadros depressivos.
O Sindicato critica veementemente a forma como o processo está sendo conduzido, sem o devido acompanhamento da assistência social. Estão ocorrendo transferências equivocadas que servem apenas como “trampolim”: retira-se uma pessoa de uma localidade e, no lugar de quem saiu, coloca-se outra. Há, inclusive, casos de transferências indevidas de funcionários que estão com o contrato de trabalho suspenso ou afastados por questões de saúde.
DEMISSÕES INJUSTAS POR AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
O atual modelo de avaliação de desempenho, que penaliza injustamente os trabalhadores, sobretudo os operacionais, também foi duramente criticado pelo presidente em exercício do SINDÁGUA. O Sindicato exige a extinção do sistema de avaliação de 90 graus e a aplicação do modelo de 360 graus, conforme previsto no Acordo Coletivo. Esse formato permite mais instâncias de avaliação, evitando o caráter personalista do método atual.
A direção da empresa reconheceu que o modelo vigente não é criterioso nem transparente e se comprometeu a implantar a nova modelagem o mais rápido possível. Defendemos que todos, inclusive os gestores, sejam avaliados pelos trabalhadores. Diante do consenso de que o processo atual é inadequado, Milton solicitou a suspensão imediata das demissões baseadas nas notas dessas avaliações.

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