TRABALHADORES DA COPASA SÃO TRATADOSDE FORMA DESUMANA NO MEIO DO MATO

TRABALHADORES DA COPASA SÃO TRATADOSDE FORMA DESUMANA NO MEIO DO MATO

7 de março de 2024 0 Por Edição Sindágua-MG

Esta condição acima poderia ser absurda numa oferta de emprego, mas é isso o que acontece na prática com os trabalhadores na USHD, antiga DVAS, seção importantíssima da Copasa em bases onde fazem poços artesianos, para socorrer populações em localidades com dificuldade de abastecimento.
A demanda destes trabalhadores é antiga, mas agora se agrava. Em reunião com o Sindicato, os trabalhadores reclamam do corte de duas horas extras (de 17 às 19 horas), que vinham sendo praticadas há alguns anos, prejudicando-os em sua remuneração.
Os trabalhadores reclamam que são obrigados a ficar cerca de 25 dias em trabalho ininterrupto e a dormir nos caminhões, para tomarem conta dos equipamentos, fazendo suas “necessidades” no meio do mato, a céu aberto, sujeitos a ataques de animais peçonhentos. Os caminhões velhos, completamente mofados, têm um espaço atrás do banco, onde dormem, sem higienização. Em locais sem sinal de celular ou de rádio, exercem trabalho de dupla função como vigias dos caminhões e equipamentos, como aconteceu em Paracatu, onde um roubo resultou em grande prejuízo.
A grande maioria dorme nos próprios bancos estreitos dos caminhões. Os banhos são tomados com canecas, pois hotéis geralmente estão localizados a mais de 50 quilômetros de onde os veículos ficam estacionados. A grande distância de restaurantes onde buscam alimentação faz com que, regularmente, tenham as marmitas azedas no jantar, sendo obrigados a jogar a comida fora.
Para se sujeitarem a estas condições, a Copasa paga um valor de “boleia” de R$ 45,00, contrapondo diárias de cerca de R$ 140,00, se os trabalhadores decidirem pernoitar em hotéis.
Os trabalhadores solicitaram a intervenção do Sindicato para buscar na empresa a reparação dos graves problemas enfrentados, onde identificamos exigências irregulares e desumanas. Além disso, estão dispostos a pernoitar em hotel, sem a responsabilidade de cuidar dos caminhões e equipamentos.