Zema quer esquartejar o Brasil com separatismo do Norte/Nordeste

Zema quer esquartejar o Brasil com separatismo do Norte/Nordeste

7 de agosto de 2023 Off Por Comunicação Sindágua-MG

Articula mudança na Constituição de Minas para impedir o povo de votar em plebiscito sobre privatizações

A depender de Romeu Zema, o jargão muito usado “Brasil de Norte a Sul” deverá ser jogado na lata de lixo pela criação de um “Consórcio Sul-Sudeste (Cossud)”, para “unir a direita” em um protagonismo político-econômico para isolar os estados do Norte-Nordeste.
Entrevista de Zema ao jornal “Estado de São Paulo” tece uma teoria de que os estados do Sul e Sudeste deveriam ter direito a voto proporcional às suas populações, para que os nordestinos e nortistas não tenham igualdade de condições para definir as políticas econômicas e de representatividade federativa.
O governador vem criticando as populações do Norte/Nordeste como se trabalhassem menos do que os sulistas e que vivam dependentes de políticas assistencialistas do governo. Por isto entende que os sulistas do Cossid, que representariam a direita, devem se unir contra a esquerda nortista.
Zema pretende com este “consórcio” segregar o Norte/Nordeste de qualquer desenvolvimento sócio-econômico, para frear sua força eleitoral e caminha no mesmo sentido do que tenta fazer em Minas para a população perder seu direito constitucional de se manifestar sobre a proposta de privatização das empresas estatais mineiras (Copasa, Cemig, Codemig). O Governo Zema planeja aprovar fim de referendo antes de apresentar a proposta de privatizações de Cemig e Copasa.
A estratégia é convencer os deputados através dessa PEC para trabalhar a retirada do referendo.
O argumento usado pelo governo é ridículo: o referendo pela consulta ao povo significaria alto custo financeiro. Acusa que o povo não tem “representatividade” para opinar, que esta tarefa caberia exclusivamente aos 77 deputados estaduais eleitos.
Ainda assim, entende que o quórum de 3/5 dos parlamentares para aprovar a privatização, ou seja, 47 deputados, seria muito alto, mudança difícil de os deputados aceitarem diminuir, um casuísmo escandaloso para lesar o patrimônio do Estado e entregá-lo à iniciativa privada para explorar serviços públicos essenciais de saneamento e energia.