O SINDAGUA realizou uma importante transmissão ao vivo para trazer esclarecimentos cruciais a respeito do rastro de destruição e dos desdobramentos do processo de privatização da Copasa promovido pelo governo estadual de Romeu Zema.
Diante de um cenário de ataques sistemáticos, o Sindicato reafirma seu compromisso histórico de resistência. Como destaca nossa diretoria: “Enquanto tiver bambu, tem flecha!” Não daremos um passo atrás.
Embora o governo do Estado e a direção da Copasa declarem internamente que a empresa já opera sob a lógica privada desde o dia 16 de junho de 2026, o SINDÀGUA defende tecnicamente que o processo não está totalmente consolidado. Existem importantes trincheiras jurídicas e recursos em andamento que podem reverter ou travar a entrega do nosso patrimônio.
RECURSO NO CADE: O sindicato ingressou com um recurso formal contra a decisão monocrática que aprovou a entrada da Equatorial Energia. Exigimos a manutenção da suspensão total dos direitos políticos e do poder de decisão da empresa compradora até que o caso seja apreciado pelo pleno do tribunal do órgão.
AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO STF: Tramita no Supremo Tribunal Federal a ação movida contra a quebra ilegal da obrigatoriedade do referendo popular. Apesar de pareceres burocráticos recentes e interpretações distorcidas da mídia, aguardamos o julgamento definitivo do pleno, que possui forte peso e Independência política.
QUESTIONAMENTOS NO TJMG E NO TCE: Seguimos com denúncias e processos ativos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra manobras na Assembleia Legislativa (ALMG), além de representações no Tribunal de Contas do Estado fiscalizando a liquidação das ações.
A LUTA CONTRA O SUCATEAMENTO E A PRECARIZAÇÃO
As experiências de privatização em locais como a Sabesp, em São Paulo, comprovam o caráter nefasto desse modelo: aumento abusivo de tarifas, demissões em massa e violenta precarização dos serviços prestados. Na Copasa, a atual política de transferências compulsórias de mais de 3.000 trabalhadores já vem gerando adoecimento mental e um profundo desgaste psicológico na categoria.
Lembramos que todas as grandes conquistas históricas — como a jornada de 40 horas semanais (escala 5×2 conquistada na marra desde 1989), a PLR, o tíquete-refeição e o plano de saúde — foram frutos de sonhos transformados em realidade pela força do SINDAGUA. Agora, com a entrada do capital privado, a luta muda de patamar: precisaremos de união absoluta para impedir a retirada desses direitos assegurados pela nossa estabilidade legal de 18 meses e pelo acordo coletivo vigente.
AVISO IMPORTANTE SOBRE BOATOS: São falsos os rumores de corredores sobre negociação ou aceitação de PDVI por parte do sindicato. A direção da Copasa não procurou formalmente a entidade para tratar do tema. O SINDAGUA não trabalha com fofocas e blindará qualquer regulamento para proteger integralmente os participantes da Fundação Libertas e do Copasa Saúde.