Atuação firme do SINDÁGUA faz empresa cancelar estudos sobre a medida
A pronta intervenção do SINDÁGUA na defesa dos direitos dos trabalhadores mais uma vez colhe resultado positivo para estabelecer relativa condição e tranquilidade nos ambientes de trabalho.
Em resposta formal enviada ao Sindicato pelo diretor Adjunto de Pessoas da Copasa, Eduardo Cesar Silva Gomes, onde a direção da empresa recuou de estudos iniciais que visavam transferência de operadores de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) para postos em Estações de Tratamento de Água (ETAs) consequente terceirização do setor
A manifestação da empresa decorre de cobrança contundente feita pela diretoria do SINDÁGUA através de ofício e em reunião realizada na última semana com a direção da empresa. Na ocasião, o Sindicato alertou não apenas para o desmonte operacional e a insegurança gerada pelas informações sobre o remanejamento, mas chamou atenção para os severos impactos financeiros que recairiam sobre os trabalhadores, com perdas em decorrência de não receberem adicional por atividade insalubre. Ressaltamos também os riscos em uma atividade essencial que poderia impactar na qualidade dos serviços, lembrando o prejuízo com o eventual deslocamento de trabalhadores treinados e a rotatividade de trabalhadores terceirizados em um setor estratégico.
A mudança forçada de setor retiraria esses companheiros de seus postos habituais e acarretaria uma perda substancial em suas remunerações mensais, decorrente da supressão do adicional de insalubridade pago pelo exercício das atividades nas ETEs.
Diante da gravidade da situação apresentada pela representação dos trabalhadores, a Copasa admitiu em seu documento oficial que os estudos sobre um eventual cenário de transferência da operação de ETEs estavam apenas em caráter preliminar e exploratório, tendo sido expressamente paralisados. O ofício da empresa fez questão de registrar que a paralisação dessas análises ocorreu, inclusive, em consideração e observância às preocupações e alertas fundamentados levados pelo SINDÁGUA .
A direção da Copasa foi taxativa ao assegurar que não existe, neste momento, qualquer planejamento, diretriz corporativa ou decisão institucional voltada à transferência da operação das estações ou à execução de medidas que caminhem para a terceirização do serviço. A companhia ressaltou ainda que assuntos ligados à gestão da força de trabalho são tratados como estratégicos e submetidos às instâncias competentes de governança, reafirmando o compromisso de manter o diálogo permanente com a entidade sindical.
O desfecho reafirma a importância da unidade e apoio da categoria e da vigilância diária do SINDÁGUA . Seguiremos atentos a qualquer movimentação que coloque em risco a estabilidade, a remuneração e a dignidade de quem constrói o saneamento público em Minas Gerais.







