AUDIÊNCIA PÚBLICA COM QUASE NINGUÉM EM NOVA SERRANA

AUDIÊNCIA PÚBLICA COM QUASE NINGUÉM EM NOVA SERRANA

24 de agosto de 2023 0 Por Edição Sindagua MG

O presidente do SINDÁGUA MG, Eduardo Pereira, compareceu na Audiência Pública realizada em Nova Serrana para discutir o modelo de concessão dos serviços de saneamento para os próximos anos, em licitação que deverá ser promovida pela Prefeitura Municipal.
Em um plenário quase sem ninguém para discutir um tema de tamanha relevância, imediatamente identificamos a falta de uma campanha mais explícita que estimulasse a população ao comparecimento para discutir a qualidade do saneamento que terão nos próximos anos, seja na captação, tratamento e distribuição de água potável, como também na coleta de esgotos sanitários para tratamento e devolução à natureza.
Identificamos ainda um discurso contaminado pelo interesse privado e com a manipulação de informações precárias e irreais sobre a condição do município e como se dá a prestação de serviços de saneamento.
Eduardo se apresentou no debate não como um preposto para defender interesse da Copasa, que opera os serviços no município, mas para estimular um debate sobre qualidade dos serviços prestados e ainda demarcar a concessão do saneamento para uma empresa que represente a responsabilidade do Estado com serviços essenciais para cumprir política pública de saúde.
Afirmou que “o saneamento tem que ser discutido de forma séria, com informações verdadeiras e que dados da União demonstram serviço de saneamento bom como o prestado por empresa público e que não existe nenhum modelo privado que tenha dado certo no País”.
Lembra que dados oficiais são apresentados dados no site da própria União e que devemos ter a responsabilidade de defender o melhor modelo de saneamento para nossas cidades. Acusa a movimentação política em função de uma eleição que se avizinha para o próximo ano.
Identificou a Copasa, Sabesp e Sanepar como as melhores empresas de saneamento no País.
Eduardo ressaltou que o próprio representante da Prefeitura de Nova Serrana na audiência se referiu ao marco legal do saneamento, que dita regras, seja para cumprimento de empresa pública ou privada, metas que deverão para atingir a universalização até 2033. Considera, no mínimo, “irresponsável e falta de compromisso com o povo desabilitar a melhor empresa, mais estruturada, com profissionais qualificados, que deve honrar responsabilidade do Estado, para contratar uma empresinha qualquer, que pode comprometer seriamente a qualidade e os preços dos serviços prestados”. Ressalta que na licitação em Nanuque apareceram duas empresas que ninguém consegue identificar, que não têm know-how, assegurando contratos longos, de 35 anos, para uma empresa pode entrar no município e sermos obrigados engolir água salgada, ruim, por não terem qualificação técnica.
Destacou “que existem déficits de saneamento, pois os municípios incham sem planejamento, mas as empresas públicas são as que mais investem e não as privadas. Existem os problemas, mas existe uma lei que exige a universalização até 2033”.