COPASA PROPÕE PAGAR A PL PROPORCIONAL AO SALÁRIO

COPASA PROPÕE PAGAR A PL PROPORCIONAL AO SALÁRIO

19 de dezembro de 2023 2 Por Comunicação Sindágua-MG

Para compreender o que temos e o que os patrões propõem aos trabalhadores

Em 2023, a Copasa deve apresentar um lucro líquido que pode ultrapassar a cifra de R$ 1 bilhão e 200 milhões. O próprio presidente da empresa afirmou recentemente a expectativa de que o lucro líquido da empresa oscile próximo de R$ 1 bi e 300 milhões neste ano.
Considerando o lucro líquido em R$ 1,2 bilhão, o valor a ser distribuído de PL pode chegar a cerca de R$ 76,7 milhões, segundo cálculos do Dieese, cabendo a cada trabalhador um valor de aproximadamente R$ 8.300,00, um salto considerável em relação ao que os trabalhadores receberam neste ano (R$ 4.500,00) pelo exercício de 2022. Com a expectativa confessada pelo presidente, a PL linear de cada trabalhador pode bater próximo de R$ 9.500,00. Representa um valor muito próximo ao que a empresa propõe para sepultar a linearidade da PL e implantar um novo modelo de cálculo, condicionando o valor a ser distribuído a dois fatores (Ebtida e IDI), que funcionarão como “deflatores” do direito a ser recebido.
Os trabalhadores podem estar caindo no “canto da sereia” com o valor apresentado pelo “simulador” disponibilizado pela Copasa, que teoricamente demonstra um “dinheirão” com o novo modelo, sepultando a conquista da PL Linear, que tende a crescer ano a ano na empresa.
Todos devem compreender que o PDVI e os demais desligamentos reduziram muito o quadro de pessoal na empresa. Com isso, o montante a ser distribuído pela PL será dividido por um número menor de trabalhadores, cabendo a cada um fatia cada vez maior com a PL Linear. Com previsão de aumento de lucro líquido e diminuição no quadro de pessoal (com desligamentos e terceirizações), a tendência da PL linear é de franco crescimento. Quem ganhou neste ano pouco mais de R$ 4 mil, terá em 2024 próximo de R$ 8,5 mil e subindo gradativamente com crescimento do lucro líquido e diminuição do número de trabalhadores. Incomoda bastante ao governo Zema e aos gestores da empresa imaginar que, com a PL Linear, um trabalhador operacional possa ganhar R$ 12 mil, R$ 18 mil de PL Linear. Por isso, querem mudar o modelo, colocando um “piso” de R$ 9,5 mil e teto de R$ 20 mil, voltando a praticar a distribuição injusta, mais para quem ganha mais e menos para quem ganha menos. Mesmo podendo representar um valor bem menor do que receberiam com a PL Linear, este piso do novo modelo não tem nenhuma indicação de que seria mantido.
Os fatores do novo modelo (Ebtida e IDI) passam a ser séria ameaça no cálculo do valor de PL a ser distribuído. O Ebtida fica sujeito às políticas adotadas pela empresa (investimentos, receita, despesas, lucro e endividamento) e o IDI dependerá de avaliação de desempenho por diretoria. Todos os dois índices registrados abaixo de “1” farão diminuir o valor da PL a ser distribuída.
A escolha será decidida pelos trabalhadores em assembleia:
Se querem manter a PL Linear com valores crescentes com o lucro líquido;
Se aprovam o novo modelo, sem a linearidade, com valores desiguais sendo distribuídos e o cálculo sujeito à variação do Ebtida e do desempenho medido para cada diretoria.