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SINDÁGUA MG

GREVE DE LEITURISTAS TERCEIRIZADOS EM IPATINGA LEVANTA PRECARIZAÇÃO DE SERVIÇOS DA COPASA

Denúncia circula nas redes sociais pelo “Portal Minas”

O caos vivido há poucos meses pela população com erros de leitura, valores calculados pela média e preços exorbitantes nas contas da Copasa pode voltar de forma agressiva com a gestão da empresa eliminando profissionais próprios e buscando lucro com a precarização de mão de obra terceirizada.
Neste início de mês, assistimos a uma greve de leituristas terceirizados em Ipatinga pelo não cumprimento de direitos dos trabalhadores da empresa contratante, com salários atrasados, falta de pagamento do vale-alimentação, denúncias de ausência de depósito do FGTS e obrigação de os trabalhadores pagarem do próprio bolso a manutenção e o aluguel de motos destinadas aos serviços de leitura.
As denúncias contra a empresa Allsan Engenharia trazem à tona a progressiva precarização dos serviços e um severo abalo na imagem da Copasa, que, mesmo recorrendo a serviços terceirizados, continua com sua logomarca estampada nas camisas dos leituristas — empresa essa privatizada pelo governo Zema/Simões —, desgastando-a com acusações de serviço desqualificado.
A empresa contratada tira o corpo fora e atribui os atrasos a problemas nos sistemas do Banco do Brasil e da Alelo, que a teriam impedido de arcar com suas responsabilidades. A Copasa, que terceirizou o serviço e assume a condição de corresponsável pela precarização, limitou-se a afirmar ao “Portal Minas” que faz a “fiscalização dos seus contratos”, garantindo “que as obrigações trabalhistas são de responsabilidade da empresa empregadora”.
Os leituristas em greve são responsáveis pelas leituras em municípios do Vale do Rio Doce, como Ipatinga, São José do Goiabal e Periquito.