MOBILIZAÇÃO TOTAL PELO FIM DA ESCALA 6X1

O SINDÁGUA se alinha à CUT e às demais centrais sindicais em mobilizações nacionais pelo fim da jornada 6×1, aprovada na Câmara Federal, mas travada na pauta do Senado pela articulação de senadores de direita — a começar pelo presidente Davi Alcolumbre, com ação política e eleitoral a serviço dos interesses da classe patronal.
A mobilização dos trabalhadores, que tomou a Esplanada dos Ministérios com milhares de manifestantes cobrando o direito ao descanso e mais tempo com a família, colheu um fruto decisivo no Congresso Nacional. Em uma demonstração de força popular, a Câmara dos Deputados aprovou, por ampla maioria absoluta, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada 6×1 e estabelece a semana de 40 horas com dois dias de folga (escala 5×2). O placar foi elástico: 472 votos a favor e apenas 22 contra no primeiro turno, e 461 a 19 na segunda rodada de votações.
O texto aprovado na Câmara estabelece uma transição de 14 meses para que as empresas se adaptem, sem qualquer margem para redução salarial. Nos primeiros dois meses após a futura promulgação, a carga máxima cai para 42 horas semanais, garantindo imediatamente os dois dias de descanso remunerado (preferencialmente aos domingos). Ao final de um ano desse primeiro passo, consolida-se a jornada de 40 horas.
No entanto, a batalha agora mudou de cenário e o ritmo travou. No Senado Federal, a matéria enfrenta forte articulação de setores da oposição e do empresariado, que tentam desidratar a proposta ou adiar sua votação para depois das eleições de outubro. Parlamentares alinhados aos interesses patronais chegaram a protocolar uma proposta alternativa (a PEC 12/2026) que tenta blindar o modelo atual e instituir o pagamento por hora sem limites rígidos. Para debater os rumos do projeto e a forte pressão do setor produtivo, o Plenário do Senado agendou uma sessão de debates temáticos para o dia 1º de julho. As centrais sindicais alertam: a mobilização precisa continuar intensa para impedir que o Senado engavete ou desfigure essa conquista fundamental da classe trabalhadora.
A luta pelo fim da jornada 6×1 ganha as ruas em mais uma mobilização histórica. Não dá mais para aceitar um modelo que adoece a classe trabalhadora, rouba o tempo com a família e impede o direito ao lazer e aos estudos.