Nada de novo no velho discurso do Novo

Nada de novo no velho discurso do Novo

5 de dezembro de 2022 0 Por Comunicação Sindágua-MG

A cantilena contra as empresas estatais é mais uma vez utilizada pelos candidatos do Partido Novo, que fazem de tudo para tirar a responsabilidade do governo pelas políticas de caráter público no atendimento às necessidades da população.

Felipe DÁvila, candidato pelo “Novo” à presidência da República, afirmou em debate entre os candidatos que “é preciso privatizar tudo no Brasil para acabar com os cabides de emprego e com os esquemas de corrupção como o mensalão”.

É de matar de rir assistir a um político do Novo, após um de seus quadros que ganhou eleição em Minas numa estratégia oportunista de atacar o próprio Estado dilapidar as empresas públicas para vendê-las a preço de banana. Deveria ser esfregado ao seu conhecimento situações como a de um presidente da Copasa ter embolsado R$ 490 mil de remuneração em setembro de 2021, de tirar cerca de R$ 500 da PL de trabalhadores com salários rasteiros para engordar PL de até R$ 100 mil para chefias, da tentativa de dirigente de contratar empresa do Paraná para fazer leitura de hidrômetros em Minas e agora entregar o serviço a outra terceirizada, que já inicia mostrando dificuldade de contratar trabalhadores com salários aviltantes, de implementar mudanças no Plano de Cargos e Salários sem ouvir o quadro de pessoal na empresa, para fazer contratação de interesse pessoal, agredindo a Constituição, que exige concurso público.

O falatório do candidato do Novo à presidência segue a mesma cartilha de Romeu Zema, que é governador do Estado, mas ataca a imagem do próprio Estado, numa espécie de autofagia, destruindo a imagem de estatais que deveriam ser fortalecidas para prestarem os serviços necessários e essenciais para o povo.

O discurso dessa trupe do Novo é, no mínimo, antiético, para não dizer criminoso. Um trabalhador da Copasa que difame a empresa cai imediatamente no Conselho de Ética e em processo administrativo, sendo demitido por justa causa. Enquanto outras instâncias do Estado não cumprem seu papel fiscalizador contra essa aberração, a alternativa democrática e eficiente para limpar o Estado dessa gente é o nosso voto, fazendo uma faxina, protegendo o patrimônio estadual e respeitando o interesse público de quem paga impostos para receber os serviços públicos essenciais.