SUCATEAMENTO PLANEJADO PARA QUEIMAR A IMAGEM DA COPASA
No momento em que lutamos contra a agenda de entreguismo do governo Zema/Simões — que tenta privatizar a Copasa sob condições irregulares, já barradas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE) — enfrentamos uma situação trágica de sucateamento. A empresa vive hoje o descaso de prestadores de serviços terceirizados que não demonstram compromisso com a manutenção das redes, resultando em interrupções constantes no abastecimento e vazamentos por toda parte.
Apenas na GRBN, constatam-se mais de 2.600 vazamentos sem qualquer providência das empreiteiras contratadas. Essa realidade dissemina-se intensamente pela Grande BH e por todo o estado de Minas Gerais.
Devemos lembrar a tragédia gerada pela terceirização dos leituristas. O serviço passou a ser executado por trabalhadores submetidos a condições precárias, o que resultou em contas exorbitantes baseadas em leituras por média. Além disso, a alta rotatividade exigia treinamento constante de novos profissionais, prejudicando a qualidade da atividade.
Atualmente, o cenário é ainda mais grave. O desperdício de água e o extravasamento de esgoto levam a população a se voltar contra a Copasa, sem perceber que a falha reside nas empresas terceirizadas. Trata-se de uma “privatização branca”, alimentada pelo sucateamento proposital das estruturas da estatal.
Degradar a imagem da Copasa perante o cidadão mineiro sempre foi a estratégia do governo Zema para facilitar a venda da companhia. Em locais de obras inacabadas e vazamentos crônicos, a sinalização exibe o logotipo da Copasa, e não o das empreiteiras responsáveis pelo serviço ineficiente.
