Ministério Público Federal (MPF) abre inquérito por denúncia de deputados sobre ‘espionagem’ na privatização da Copasa
O escandaloso serviço de arapongagem contra deputados estaduais realizado pela empresa Ernst & Young Assessoria Empresarial, contratada pela Copasa para identificar não apenas o posicionamento parlamentar em relação ao projeto de privatização da Copasa, mas levantando inclusive informações sobre a vida particular das pessoas invadidas em sua privacidade, passa a ser apurado pelo Ministério Público Federal (MPF).
As denúncias foram feitas na Assembleia Legislativa e repercutiram na imprensa nacionalmente, sem que houvesse uma ação para paralisar o processo de privataria dentro da ALMG, mas segue agora em investigação formalizada nesta segunda-feira, 18 de maio, pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Angelo Giarini de Oliveira.
Além de ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), violando a privacidade garantida constitucionalmente a todo cidadão, o serviço de espionagem contra os deputados — levantando a vida pessoal, honra, imagem e a atividade institucional dos parlamentares — identificava todas as situações que facilitassem formas de pressão para se dobrarem ao desejo alucinado do governador Romeu Zema para vender o patrimônio estatal mineiro e privatizar a Copasa a toque de caixa.
Com o inquérito, o MPF faz com que as investigações possam avançar para medidas judiciais ou extrajudiciais contra os envolvidos na contratação irregular da arapongagem, podendo caber processos de danos morais pelos atingidos pela ação criminosa.
Todo este trabalho escandaloso foi anterior às votações na Assembleia Legislativa que cassaram o “referendo” popular garantido até então na Constituição de Minas Gerais, fraudando o resultado do painel eletrônico da ALMG e abrindo a traição dos deputados afinados com Zema para o entreguismo do patrimônio do Estado para cuidar de serviços essenciais ao povo mineiro.
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