Empreiteira BMX burla direitos celetistas, assedia e ameaça trabalhadores em Paracatu

Empreiteira BMX burla direitos celetistas, assedia e ameaça trabalhadores em Paracatu

4 de julho de 2023 0 Por Comunicação Sindágua-MG

O SINDÁGUA vem recebendo muitas reclamações de trabalhadores na empresa BMX Empreendimentos e Comércio Exterior Ltda, que presta serviço terceirizado pela Copasa no núcleo de Paracatu e em diversas localidades da superintendência de Patos de Minas.

As reclamações dos trabalhadores são graves: salários e cartão atrasados, não pagamento de férias acumuladas, não depósito regular nas contas de FGTS e, pior ainda, a prática de assédio e ameaça sobre os trabalhadores. Chegou ao nosso conhecimento um áudio absurdo, em que representante patronal ameaça trabalhador, ao ponto de afirmar que tem experiência com processos judiciais e pode retardar a tramitação por uns seis anos, indagando ao operário se ele conseguiria esperar tanto. Atuação criminosa de assédio escancarado, afirmando até que o trabalhador poderia passar esta informação para o seu advogado.

Em se tratando de uma empresa que age em nome da Copasa para atender a comunidade, a situação se torna ainda mais grave, pois a empresa estatal de saneamento fica com o prejuízo da falta de condições de trabalho para prestar um serviço público de qualidade essencial para a saúde da população.

As denúncias devem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigação sobre os graves prejuízos desta prática, que penaliza não apenas os trabalhadores como toda a comunidade.

Não se pode admitir que a Copasa credencie uma empresa para prestar-lhe serviços que comprometa o histórico de respeito à legislação, com tratamento desumano, exploração ao arrepio da lei e desrespeito a trabalhadores responsáveis por serviço de extrema responsabilidade. Os prejuízos resultantes deste estado de coisas recaem contra a própria Copasa, que tem sua imagem manchada na qualidade dos serviços prestados por terem sido tiradas as condições de trabalho. Não se deve esquecer que a terceirizada fala em nome da Copasa, que responde pelo cumprimento do contrato.

Esperamos que a direção da Copasa, que é a concessionária dos serviços em Paracatu, tome providências contra a fermentação de mais esta ocorrência grave que pode afetar o saneamento ao povo, evitando a necessidade de um movimento de força e que seja necessária a intervenção judicial para resguardar condições regulares de trabalho decente.