LEITURISTAS REVOLTADOS  COM SERVIÇO DE TERCEIRA

LEITURISTAS REVOLTADOS COM SERVIÇO DE TERCEIRA

21 de novembro de 2023 0 Por Comunicação Sindágua-MG

QUE PRECARIZA CONDIÇÕES PARA ATENDER A POPULAÇÃO

  • Leituristas terceirizados recebem salário mínimo;
  • Empresa atrasa tíquete alimentação;
  • Trabalhadores doentes sofrem retaliação quando voltam;
  • Uniformes rasgados ou em tamanho inadequado;
  • Não fornecimento de protetor solar;
  • Corte de tíquete de todos os leituristas por três meses quando empresa recebeu multa;
  • Transferência de leiturista para outro município como retaliação;
  • Leituristas pagando passagens (Uber) do próprio bolso por falta de vale transporte;
  • Extensão de jornada quando retornam após realizarem 500 leituras, recebendo outras para fazer;
  • Reclamação dos códigos utilizados sem atualização para registro das ocorrências de leituras.

Estas são algumas das reclamações dos leituristas da FIMM Brasil Ltda, com sede em Fortaleza (CE) e ligada ao Grupo Dondi (Itália), empresa terceirizada pela Copasa para realizar um dos principais serviços, que é verificar gastos e gerar contas da população consumidora.
Não foi por falta de aviso do SINDÁGUA que o serviço de leitura na Copasa se transformou em tragédia para a população depois que foi terceirizado. Os trabalhadores contratados como leituristas pela empresa Fimm Brasil paralisaram sua atividade nesta segunda-feira, 20 de novembro, em toda a Grande BH, com um grande protesto por maus tratos da terceirizada, em frente à sede da Copasa, em Belo Horizonte.
Os sintomas do grave problema já vinham sendo sentidos e denunciados pela população com falta de leitura de hidrômetros, erros e várias ocorrências, gerando gritaria nas agências de atendimento por causa de contas em valores astronômicos, muitas chegando a mais de R$ 5 mil para quem pagava menos de R$ 200,00.
Os leituristas, que são contato permanente e imagem da Copasa junto à população consumidora, foram extintos como trabalhadores de contratação direta, com condições adequadas de trabalho e direitos como salários dignos, plano de saúde, cartões alimentação e todos benefícios sociais de nossos acordos coletivos, trocados por trabalhadores que são explorados, com salários miseráveis, sofrendo todo tipo de assédio e que falam em alto e bom som que a “empresa não presta e nos trata de forma preconceituosa e ameaçadora”, como afirmou um dos companheiros paralisados.
Em depoimento, leiturista da Fimm Brasil afirma que “não entende como a Copasa contrata uma empresa para fazer um serviço importante como este e não fiscaliza para identificar as incorreções e falta de condições de trabalho que prejudicam a própria imagem da estatal”.
O movimento foi controlado com intervenção da Polícia Militar, que acompanhou relatos dos leituristas terceirizados a responsáveis pelo setor na Copasa, que afirmaram marcar reunião urgente com a terceirizada para levantar todos os problemas e regularizar serviços eventualmente protegidos por contrato.
O caos da leitura, erros de contas, desespero da população e dos próprios leituristas explorados são o resultado da trágica opção da direção da Copasa e do governo Zema pela terceirização de serviços fins da empresa, sucateando-a para servir aos seus propósitos de privatização.